Sustentação oral de Ricardo Quintas Carneiro no julgamento sobre a relação de emprego de motoristas de aplicativos fora da CLT

Também na sessão plenária do Supremo Tribunal Federal de ontem, nosso sócio Ricardo Quintas Carneiro realizou sustentação oral em nome da Central Única dos Trabalhadores (CUT), no julgamento sobre o reconhecimento de vínculo entre trabalhadores e plataformas digitais.

Em sua manifestação, o advogado destacou que a chamada uberização tem desmontado categorias profissionais historicamente reconhecidas, como a dos motoboys, ao substituir identidades coletivas por relações individualizadas, mediadas por algoritmos e marcadas pela transferência de custos e riscos ao trabalhador.

Recordou que a própria CLT já prevê a subordinação algorítmica desde 2011 e que a figura do trabalho intermitente, introduzida pela reforma trabalhista de 2017, é compatível com o modelo de atividade por demanda, mas sem afastar a proteção social.

Por fim, reforçou que todo trabalho, seja ele avulso, intermitente ou digital, deve ser protegido sob a tônica da igualdade de direitos, lembrando a Carta da OIT de 1944: “o trabalho não é mercadoria”.

Confira a sustentação completa por meio do link: https://www.youtube.com/watch?v=0dUFPA82y44&list=PLippyY19Z47u7LdnOJwAaIxEwnJewBUpg&index=1

Mais uma vez, a LBS reafirma sua atuação histórica em defesa do trabalho decente e da democracia.

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